E se….. , parafraseando Steve Jobs, criássemos uma universidade realmente voltada às necessidades dos restaurantes e dos operadores de food service?
Durante minha pós-graduação na USP, assisti a uma palestra sobre a distância entre o que as empresas procuram e o que a academia ensina. Segundo o estudo apresentado, cerca de 90% das demandas das empresas não eram atendidas pela formação tradicional. Fiquei surpreso — e a pergunta continua atual: como aproximar o ensino da realidade do setor?
Algumas empresas já caminham nessa direção. A Bunge mantém academias com treinamentos técnicos e de gestão para o food service; a Callebaut tem a Chocolate Academy, dedicada à formação em chocolate; a Nita oferece capacitação técnica em panificação pela Universidade Nita; e a Nestlé inaugurou a Academia Gastronomia & Café, voltada à formação em gastronomia e barismo.
São iniciativas importantes, cada uma ligada à sua especialidade. Mas fica a provocação: e se tivéssemos uma formação integrada, pensada para preparar profissionais para os desafios reais de restaurantes, bares, pizzarias e outros negócios de alimentação?
A tendência já está em curso: empresas estão criando suas próprias academias para capacitar profissionais e aproximar o aprendizado das necessidades do mercado.


